quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Nabada de Semide

Um dos doces conventuais mais antigos de Portugal, a Nabada de Semide foram as freiras do convento beneditino de Santa Maria de Semide (segunda maior freguesia do concelho), que o habitaram de 1183 a 1896, que o conceberam à base de nabos, açúcar e amêndoas. (As receitas mais antigas reportam ao uso de almíscar, pau de canela, flor de laranjeira e água de rosas).




Ingredientes:
1 kg. de nabos
cerca de 500 g de açúcar
50 g. de amêndoas
sal 

Preparação:
Escolhem-se os nabos muito bons e doces.
Descascam-se, cortam-se às rodelas e cozem-se em água ligeiramente temperada com sal.
Escorrem-se e colocam-se as rodelas de nabo em água fria durante quatro dias, renovando a água diariamente.
A esta operação dá-se, em Semide, o nome de corar.
Escorrem-se os nabos, espremem-se muito bem num pano e pisam-se num almofariz, tendo o cuidado de retirar os fios e algumas pontas mais duras dos nabos.
Pesa-se o puré de nabos e toma-se igual porção de açúcar.
Regra geral, 1 kg. de nabos dá 500 g. de puré.
Leva-se o açúcar ao lume com um copo de água e deixa-se ferver até fazer ponto de cabelo.
Nesta altura, juntam-se o puré de nabos e as amêndoas previamente peladas e raladas.
Deixa-se o doce ferver como se fosse marmelada, isto é, até se ver o fundo do tacho, tendo o cuidado de mexer constantemente.
Guarda-se em tigelas cobertas com papel vegetal, passado por aguardente.

Momentos mágicos,
Filipa

Fonte: http://www.gastronomias.com/
            http://www.acozinhamedieval.blogspot.com/

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